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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Grêmio, e isso basta.

Recebi este e-mail de um amigo meu, o Marcos. Dei uma lida e achei que seria no mínimo interessante compartilhar com todos os que lerem. Se você é gaúcha ou gaúcho, tenho a impressão que metade concordará e a outra metade vai discordar. Mas é uma proposta baseada em dados estatísticos. O fato de estar publicado aqui em nada tem a ver com o fato de eu ser gremista. Ok? 

Para discutir, brincar, tocar flauta, etc... tem que ser em cima
de fatos verdadeiros. Se vc não conhece a história dos números

estatísticos não se meta nem a brincar, pois vc poderá estar
pagando um micão: 
É EXTREMAMENTE IMPORTANTE,INDEPENDENTE DE COR CLUBISTICA.
APROVEITEM...
   
COLORADOS LEIAM , GREMISTA REPASSEM.
Analise sem deletar antes de ler até o final, independente de qual é seu time do coração. Os números não mentem jamais.

TIREM SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES APÓS LEREM ESSE EMAIL.
1962 - Grêmio campeão Sul Brasileiro
1975 - Internacional campeão Brasileiro
1976 - Internacional bicampeão Brasileiro
1979 - internacional tricampeão Brasileiro

1981 - Grêmio campeão Brasileiro
1983 - Grêmio campeão da Libertadores
1983 - Grêmio campeão Mundial

Surge então em nosso Estado o primeiro campeão de tudo. Nessa época o
 Grêmio já possuía todos os títulos possíveis, ou seja:
Campeão do estado;
Campeão da região Sul;
Campeão do Brasil;
Campeão da América e
Campeão do Mundo.


Vamos então chamá-lo de Campeão de tudo???
Não... não precisa... a torcida prefere chamá-lo de
GRÊMIO!
continuando:
1989 - Grêmio campeão da Copa do Brasil
1990 - Grêmio supercampeão Brasileiro

Mais esses dois títulos inéditos teriam tornado o Grêmio campeoníssimo
 de tudo então! O primeiro campeão da Copa do Brasil, e o primeiro e único supercampeão brasileiro... vamos chamar de Grêmio campeão de tudo????
Não precisa.... GRÊMIO continua ótimo...
1992 - Internacional - Campeão da Copa do Brasil
1994 - Grêmio bicampeão da Copa do Brasil
1995 - Grêmio bicampeão da Libertadores
1996 - Grêmio bicampeão Brasileiro
1996 - Grêmio campeão da Recopa

Além de repetir títulos o Grêmio coloca mais uma taça no armário, a Recopa
inédita, em nosso Estado... obviamente, o Estado só tinha até então um campeão além de nossas fronteiras nacionais... 
Acostumado a erguer taças novas e repetidas, sua torcida prefere chamá-lo apenas de GRÊMIO... sem coroas, estrelas duplicadas, firulas e frescuras na camisa...
1997 - Grêmio tricampeão da Copa do Brasil
1999 - Campeão da Copa Sul
Copa Sul, mais um título... Aliás, o primeiro e único até hoje campeão da Copa Sul... (aliás, tem uns eoutros por aí que nunca tiveram esse titulo e se auto proclamam campeão de tudo).

Mas pra quê ser chamado de campeão de tudo? Só
GRÊMIO tá bom.

2001 - Grêmio tetra campeão da Copa do Brasil
2005 - Campeão brasileiro da Série B
 (Como se não bastasse até a taça da Série B veio parar no armário do Grêmio).
2006 - Internacional campeão da Libertadores (23 anos após o Grêmio ter sido)2006 - Internacional campeão Mundial (23 anos após o Grêmio ter sido)2007 - Internacional campeão da Recopa (16 anos após o Grêmio ter sido)
2008 - internacional campeão da Copa Sulamericana
2010 – Internacional Bi-Campeão da Libertadores (15 anos após o Grêmio ter sido)
GRÊMIO :36x Campeão Gaúcho1x Campeão da Copa Sul1x Campeão do torneio Sul Brasileiro2x Campeão Brasileiro S-A1x Campeão Brasileiro S-B1x Campeão do Supercampeonato brasileiro4x campeão da Copa do Brasil1x Campeão da Recopa2x Campeão da Libertadores1x Campeão Mundial10 Competições diferentes
14 Títulos sem contar o Gauchão
 
INTERNACIONAL :
38x Campeão Gaúcho
1x Campeão da Copa do Brasil
3x Campeão Brasileiro
2x Campeão da Libertadores
1x Campeão do Mundial
1x Campeão da Recopa
1x Campeão da Copa Sulamericana
7 Competições diferentes
9 títulos sem contar o Gauchão

ANALISANDO (NEUTRAMENTE) OS NÚMEROS,QUEM É O VERDADEIRO CAMPEÃO DE TUDO???? – DE QUE ADIANTA 
SE AUTOPROCLAMAR EM CIMA DE IRREALIDADES, É SÓ
RELEREM ACIMA, DE QUE ADIANTA IR CONTRA FATOS?!
 
E TENHO DITO! SAUDAÇÕES TRICOLORES!!!!
 PS.: Não precisamos de ônibus escrito CAMPEÃO DE TUDO, basta estar escrito GRÊMIO, que os adversários e todos que conhecem os 
números já sabem.
Nosso maior herói (Renato Portaluppi) é idolatrado até hoje quando entra no olímpico, já o DELES (GABIRÚ)nem sabem por onde anda.

Essa é a diferença....

Como sempre digo :
“Metade do RS é gremista.
 A Outra metade, gostaria de ser”......

Creio que tenha ficado.

domingo, 14 de novembro de 2010

Veraneio gaúcho.

Está chegando o verão e com ele o veraneio, como chamamos aqui no Sul.
Não sei se vocês, de outros Estados, sabem, mas temos o mais fantástico litoral do País: de Torres ao Chuí, uma linha reta, sem enseadas, baias, morros, reentrâncias ou recortes. Nada! Apenas uma linha reta, areia de um lado, o mar do outro.
Torres, aliás, é um equívoco geográfico, contrário às nossas raízes farroupilhas e devia estar em Santa Catarina.
Característica nossa, não gostamos de intermediários.
Nosso veraneio consiste em pisar na areia, entrar no mar, sair do mar e  pisar na areia. Nada de vistas deslumbrantes, vegetações verdejantes, montanhas e falésias, prainhas paradisíacas e outras frescuras cultivadas aí para cima.
O mar gaúcho não é verde, não é azul, não é turquesa.
É marrom!
Cor de barro iodado, é excelente para a saúde e para a pele! E nossas ondas são constantes, nem pequenas nem gigantes, não servem para pegar jacaré ou furar onda. O solo do nosso mar é escorregadio, irregular, rico em buracos. Quem entra nele tem que se garantir.
Não vou falar em inconvenientes como as estradas engarrafadas, balneários hiper-lotados, supermercados abarrotados, falta de produtos, buzinaços de manhã de tarde e de noite, areia fervendo, crianças berrando, ruas esburacadas, tempestades e pele ardendo, porque protetor solar é coisa de  fresco e em praia de gaúcho não tem sombra. Nem nos dias de chuva, quase sempre nos fins-de-semana, provocando o alegre, intermitente, reincidente  e recorrente coaxar dos sapos e assustadoras revoadas de mariposas.
Dois ventos predominam, em nosso veraneio: o nordeste – também chamado de nordestão – e o sul, cuja origem é a Antártida. 
O nordestão é vento com grife e estilo... estilo vendaval.
Chega levantando areia fina que bate em nosso corpo como milhões de  mosquitos a nos pinicar. Quem entra no mar, ao sair rapidamente se  transforma no – como chamamos com bom-humor – veranista à milanesa. A propósito, provoca um fenômeno único no universo, fazendo com que o oceano se coloque em posição diagonal à areia: você entra na água bem aqui e  quando sai, está a quase um quilômetro para sul. Essa distância é variável, relativa ao tempo que você permanecer dentro da água.
Outra coisa: nosso mar é pra macho! Água gelada, vai congelando seus pés e termina nos cabelos. Se você prefere sofrer tudo de uma vez, mergulhe e erga-se, sabendo que nos próximos quinze minutos sua respiração voltará ao  normal: é o tempo que leva para recuperar-se do choque térmico.
Noventa por cento do nosso veraneio é agraciado pelo nordestão que, entre  outras coisas, promove uma atividade esportiva praiana, inusitada e exclusiva do Sul: Caça ao guardassol. Guardassol, você sabe, é o antigo  guarda-sol, espécie de guarda-chuva de lona, colorida de amarelo, verde, vermelho, cores de verão, enfim, cujo cabo tem uma ponta que você enterra na areia e depois senta embaixo, em pequenas cadeiras de alumínio que não agüentam seu peso e se enterram na areia.
Chega o nordestão e... lá se vai o guardassol, voando alegremente pela orla e você correndo atrás. Ganha quem consegue pegá-lo antes de ele se  cravar na perna de alguém ou desmanchar o castelo de areia que, há três horas, você está construindo com seu filho de cinco anos.
O vento sul, por sua vez, é menos espalhafatoso. Se você for para a praia de sobretudo, cachecol e meias de lã, mal perceberá que ele está soprando. É o vento ideal para se comprar milho verde e deixar a água fervente escorrer em suas mãos, para aquecê-las.
Raramente, mas acontece, somos brindados com o vento leste, aquele que vem  diretamente do mar para a terra. Aqui no Sul, chamamos o vento leste de  ‘vento cultural’, porque quando ele sopra, apreendemos cientificamente como se sentem os camarões cozinhados ao bafo.
E, em todos os veraneios, acontece aquele dia perfeito: nenhum vento, mar tranquilo e transparente, o comentário geral é: “foi um dia de Santa Catarina, de Maceió, de Salvador” e outros estrangeirismos. Esse dia perfeito quase sempre acontece no meio da semana, quando quase ninguém está lá para aproveitar. Mas fala-se dele pelo resto do veraneio, pelo resto do ano, até o próximo verão.
Morram de inveja, esta é outra das coisas de gaúcho!
Atenta a essas questões, nossa industria da construção civil, conhecida mundialmente por suas soluções criativas e inéditas, inventou um sistema  maravilhoso que nos permite veranear no litoral a uma distância não inferior a quinhentos metros da areia e, na maioria dos casos, jamais ver o mar: os famosos condomínios fechados.
A coisa funciona assim: a construtora adquire uma imensa área de terra (areia), em geral a preço barato porque fica longe do mar, cerca tudo com um muro e, mal começa a primavera, gasta milhares de reais em anúncios na mídia, comunicando que, finalmente agora você tem ao seu dispor o melhor estilo de veranear na praia: longe dela. Oferece terrenos de ponta a ponta, quanto mais longe da praia, mais caro é o terreno. Você vai lá e compra um.
Enquanto isso a construtora urbaniza o lugar: faz ruas, obras de saneamento, hidráulica, elétrica, salão de festas comunitário, piscina comunitária com águas térmicas, jardins e até lagos e lagoas artificiais onde coloca peixes para você pescar. Sem falar no ginásio de esportes, quadras de tênis, futebol, futebol-sete, se o lago for grande, uma lancha e um professor para você esquiar na água e todos os demais confortos de um condomínio fechado de Porto Alegre, além de um sistema de segurança quase, repito, quase invulnerável.
Feliz proprietário de um terreno, você agora tem que construir sua casa,  obedecendo é claro ao plano-diretor do condomínio que abrange desde a altura do imóvel até o seu estilo.
O que fazemos nós, gaúchos, diante dessa fabulosa novidade? Aderimos, é claro. Construímos as nossas casas que, de modo algum, podem ser inferiores as dos vizinhos, colocamos piscinas térmicas nos nossos terrenos para não precisar usar a comunitária, mobiliamos e equipamos a casa com o que tem de melhor, sobretudo na questão da tecnologia:
 
Internet, TV à cabo, plasma ou LSD, linhas telefônicas, enfim, veraneamos no litoral como se não tivéssemos saído da nossa casa na cidade. 
Nossos veraneios costumam começar aí pela metade de janeiro e terminar aí  pela metade de fevereiro, depende de quando cai o Carnaval. Somos um povo trabalhador, não costumamos ficar parados nas nossas praias. Vamos para lá nas sextas-feiras de tarde e voltamos de lá nos domingos à noite. Quase todos na mesma hora, ida e volta. 
É assim que, na sexta-feira, pelas quatro ou cinco da tarde, entramos no engarrafamento. Chegamos ao nosso condomínio lá pelas nove ou dez da  noite. Usufruímos nosso novo estilo de veranear no sábado – manhã, tarde e  noite – e no domingo, quando fechamos a casa. 
Adoramos o trabalhão que dá para abrir, arrumar e prover a casa na sexta  de noite, e o mesmo trabalhão que dá no domingo de noite.
E nem vou contar quando, ao chegarmos, a geladeira estragou, o sistema elétrico pifou ou a empregada contratada para o fim-de-semana não veio. 
Temos, aqui no Sul, uma expressão regional que vou revelar ao resto do  mundo: Graças a Deus que terminou esta bosta de veraneio!
E aí, amigos? Prontos para ir para o Imbé, Tramandaí ou Magistério?
Ótimo veraneio!
(Texto de um gênio desconhecido)