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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Conduz destinos...

Sou um admirador confesso da criatividade humana. Sou mesmo! Pensa só: a mesma espécie animal é capaz de compor a 9ª Sinfonia, votar no Tiririca, enviar um dos seus membros para o espaço sideral e produzir o Big Brother. Somos ou não criativos?
Não quero colocar ou votar aqui o mérito de cada invenção/criação da humanidade. Só quero chamar a atenção para nossa capacidade criativa. E quero fazer isso da seguinte forma: trabalho num evento da UFRGS, na parte de credenciamento e dar informações. Por não ser exatamente o trabalho mais excitante da realização, ficamos - eu e meus colegas - sem muito o que fazer. Aborrecidos e armados da lista com os nomes de todos os participantes, pescamos algumas pérolas da criatividade parental em batizar seus filhos e filhas. Êi-las:

Amina
Annemarie (tudo junto)
Allonn
Angara
Anais (ou Anaís, ouvimos as duas pronúncias)
Brande
Ben Hur
Claraluz (tudo junto)
Carola
Cháris
Cristol
Cláucia
Cecy
Cydne
Crisciele
Daikelly
Deivid
Dalby
Dirleane
Dieime
Enderson
Elciana
Efendy
Eneida
Ekaterina
Eneida
Fúlvio
Frediny
Géssica
Gilkiane
Geisa
Glademir
Helier
Hiroyuky Marcelino (não é nome do meio, é composto, eu perguntei)
Héber
Hânder
Heiny
Ivanesca
Itiana
Ianto
Jandara
Jhonnattas (esse entrou pelo exagero das consoantes)
Jelvane
Jeruza
Kauai
Krista
Laion (sim, você leu direito - Laion)
Mêmora
Mauni
Maximila
Mandio
Neuri
Nanashara (sei que é o nome de uma das filhas da Baby Consuelo, mas estava lá...)
Naita
Nelisson
Najara
Naihana
Patrinês (ok, pode rir desse...)
Piel
Randhall
Rickiel
Ramagusto Porciúncula (juro que não estou inventando, tava lá!)
Rovana 
Stael
Suriane
Sammer Maravilha (pois é...)
Satchie
Tadiana
Tâmmila
Tahila 
Yimi

Como não amar a humanidade?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Oração póstuma

"Cada país tem o discurso de Gattysburg que merece:
'Há 488 anos nossos Portugais fundaram neste continente uma nova subnação, baseada na opressão do índio e do negro, dedicada à extração de minérios e outras matérias-primas, e amparada no princípio de que os homens não são iguais e que, decididamente, há cidadãos de primeira e terceira classe. Agora estamos empenhados numa guerra civil para verificar se tal subnação - como outras, assim concebidas - pode existir e perdurar. Estamos aqui, reunidos num campo de conflito dessa guerra. Viemos aqui dedicar uma parte desse campo como último lugar de repouso - uma colônia de férias - para aqueles que tiraram tantas vidas a fim de que essa subnação possa sobreviver. Mas, num sentido mais amplo, não podemos consagrar, nem podemos santificar, esse campinho de futebol do Morro da Providência. Os bravos que mataram aqui já o consagraram de maneira definitiva, muito acima da nossa capacidade de dar ou tirar. Todo o mundo subdesenvolvido notará e lembrará para sempre o que dizemos aqui, glorificando e imitando o que esses bravos fizeram. Quanto a nós, os que conseguiram sobreviver, de um lado e de outro, devemos reconhecer os nossos lugares (há os que nasceram para mandar e os que nasceram para obedecer, os que nasceram para gozar e os que nasceram para sofrer) e dedicarmo-nos à obra inacabada que as polícias federais já levaram tão longe. Decidamos aqui que elas não mataram em vão, que esta subnação jamais tornará a cair numa democracia - e que o governo, antepovo, sobrepovo e contrapovo, não desaparecerá da face do Planalto'". (Millôr Fernandes, 1971)

Alguém duvida da atualidade do que está aí em cima?